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Brasília, 11 de dezembro de 2019 - 01:15
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Quinta-feira, 20 de fevereiro de 2003

Mensagem do ministro Marco Aurélio pela inauguração da Biblioteca Reitor João Herculino - 20/2/03

 

Magníficos reitores presentes, de hoje e de ontem, Dom Geraldo Ávila, professor Edevaldo Alves da Silva, autoridades, professores e alunos,

Incontáveis são os mitos e lendas sobre a incessante busca dos homens por uma fórmula mágica capaz de alçá-los à condição de seres perenes, imunes aos efeitos deletérios do tempo. Alguns há que se consolam na crença da imortalidade da alma. Os maiores, todavia, acreditam, verdadeiramente - e, nessa convicção, agigantam-se -, na eternidade da obra.

Estamos diante de um maravilhoso exemplo de ser humano que, em nunca se conformando com os limites da própria existência, lançou desde cedo as sementes da perpetuidade, plantando-as, de maneira generosa, obstinada e competente, na seara da educação.

Educar é ofício para quem nutre apaixonada esperança no gênio humano. É tarefa para os que jamais cansam de lutar, tantos são os obstáculos, mormente num país de imensas demandas como o nosso, cuja estrada para o desenvolvimento tem como alicerce ainda a instrução do povo brasileiro. Daí o heroísmo de quem, à mercê de um ideal, entregou o melhor de seus dias ao mister de trazer, a centenas de milhares de concidadãos, a luz do conhecimento. Conhecimento que aperfeiçoa, que vence os instintos, que rompe o ciclo da miséria física, social  e espiritual,   multiplicando virtudes, apurando sensibilidades, enobrecendo gestos, como aqueles que hoje, no mundo inteiro, ilustram o urgente pedido de paz. Só aos incautos parecerá  pura coincidência o fato de que as maiores concentrações de pessoas em manifestação contra a absurda guerra que se anuncia aconteceram em países desenvolvidos, nos quais, resolvidas as questões básicas da sobrevivência - no que se inclui a educação -, podem emergir com mais força as questões éticas e morais. Claro está que somente o substrato da educação norteia a consciência. Daí por que o clamor de milhões há de vencer as armas obtusas do poder arrogante e egoísta.

Esse descortino, essa visão magnânima, teve-a o professor João Herculino há mais de trinta anos, quando o Brasil debilitava-se ante uma ditadura  onipotente que, mesmo cuidando de calar as vozes dissonantes, não conseguiu arrefecer os ideais de liberdade e justiça de alguns dos mais valorosos brasileiros. O sonho do nosso Reitor também foi maior que a força, mais eficaz que as armas. E venceu, e prosperou, deslumbrando a todos que o contemplam, ora concretizado em outra vertente, desta vez na forma da mais moderna biblioteca do País. Numa esplêndida maneira de revelar coerência e sabedoria,  o professor João Herculino demonstrou a fé que deposita no poder dos livros, agraciando a cidade com um verdadeiro arsenal de cultura e informação, tesouro com o qual prodigamente agora nos presenteia, justamente quando completa mais um ano de uma existência direcionada, dia após dia, ao fortalecimento da cidadania, ao alcance da igualdade, ao triunfo dos valores democráticos, enfim, ao desenvolvimento da pessoa humana.

Na festiva data de seu aniversário, Magnífico Reitor, que possamos também celebrar a eternidade de sua obra, a proporcionar o bem de incalculáveis seres humanos. Muitas bênçãos, é o que lhe desejamos, irmanados que estamos todos num coro uníssono de admiração e agradecimento.

Muito obrigado! 
 



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