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Segunda-feira, 07 de maio de 2012

Pai de vítima no trânsito pede legislação mais severa do que a Lei Seca

Último a se apresentar na audiência pública desta segunda-feira (7) sobre a Lei Seca (Lei 11.705/2008), o presidente da Associação de Parentes, Amigos e Vítimas de Trânsito (Trânsito Amigo), Fernando Diniz, afirmou que a sociedade deve exigir das autoridades “leis mais rígidas e sentenças mais céleres para quem provoca tragédia de trânsito de forma deliberada”.

Em sua opinião, é preciso defender “uma maior e mais severa fiscalização para retirar os motoristas embriagados das ruas e estradas permitindo, assim, uma drástica redução na mortalidade no trânsito”.

Fernando Diniz afirmou que a associação teve atuação ostensiva na defesa da Lei Seca, pois contribuiu desde sua concepção, bem como na fase de apreciação pelo Congresso Nacional.

Ele se definiu como “pai órfão de filho”, pois perdeu o filho Fabrício Diniz em um acidente de trânsito em que o condutor estava embriagado. “Não vim aqui falar de números e estatísticas, mas contribuirei com o depoimento autêntico e irrefutável daqueles que foram alcançados pela ação irresponsável, egoísta e criminosa de quem bebeu, desrespeitou a lei, dirigiu, feriu e matou”, disse.

O representante da associação afirmou que “aparentemente, são inúteis as medidas legais para induzir os motoristas a evitarem a bebida e a conduzirem seus veículos com responsabilidade e respeito pela vida própria e alheia”, uma vez que milhares de inocentes continuam morrendo “vitimados pela ação irresponsável e assassina de motoristas embriagados, a quem chamo de assassinos do asfalto”.

Diniz questionou também as penas destinadas àqueles que causam acidentes após beber.
“Quais são as punições a eles impostas? Doação de cestas básicas, calcada em uma lei e códigos retrógrados que comparam a vida de nossos filhos a grãos de arroz e feijão? Senhores da lei, quanto vale a vida dos seus filhos?”

Ele sustentou que a lei ainda é frágil e enfraquece a força policial, alimenta a impunidade e coloca cada vez mais a população “nas garras dos assassinos sobre rodas”.

“Nossa legislação relativa ao tema da direção perigosa ainda é do tempo em que só havia bêbados de botequim que não dirigiam e nem tinham meios para possuir veículos. Era o bêbado de fala pastosa, grudento, que não ia além do incômodo a terceiros, mas cuja proximidade ninguém queria. O novo bêbado brasileiro tem outras referências: quase sempre tem recursos, a começar o próprio carro, além de cúmplices e protetores, alguns com influência política, e considera-se acima dos deveres sociais. Não bebe por apego à bebida, mas por egoísmo e prepotência. Julga-se onipotente”, asseverou Fernando Diniz.

Por fim, defendeu que é preciso uma união sólida por parte da sociedade. “Os cidadãos de bem e as organizações públicas e privadas com responsabilidade social aguçada precisam se unir e mostrar forças e apoio nesse momento. Todos juntos e cada um de nós separadamente somos muito importantes nessa corrente em defesa da lei que salva vidas”.

CM/EH



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