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Brasília, 22 de outubro de 2020 - 08:35
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1941

 
  • Organização do segundo catálogo da Biblioteca por Francisco Couto de Oliveira (segundo diretor da Biblioteca). Esse documento relacionava 6.192 obras e 11.763 volumes.
 
       
       
1944-1960  
  • De 1944 a 1960, o acervo teve um crescimento de 30,93%, passando de 7.389 para 9.343 obras.
 
       
       
1960  
  • Em 1960, com a transferência da Capital Federal para Brasília, a Biblioteca foi instalada no edifício sede do STF.
 
       
 

1962

     

 
  • Publicação do 1º Boletim da Biblioteca do STF, em abril de 1962, para noticiar as atividades desenvolvidas pela unidade e, principalmente, para relacionar as publicações mais recentes adquiridas por compra ou  por doação;
  • O Ministro-Presidente Lafayette de Andrada determinou que se confeccionassem placas comemorativas, com o nome de juristas eminentes, a fim de serem apostas às estantes da Biblioteca. Foram homenageados catorze jurisconsultos pátrios e quatro estrangeiros, sendo nove civilistas, quatro constitucionalistas, dois comercialistas, dois penalistas e um romanista, a saber: Teixeira de Freitas, Lafayette, Lacerda de Almeida, Clovis, Planiol, Carvalho Santos, Eduardo Espínola, Orosimbo Nonato, Pontes de Miranda, Marshall, Pedro Lessa, Ruy Barbosa, Carlos Maximiliano, Bento de Faria, J. X. Carvalho de Mendonça, Cesare Lombroso, Nelson Hungria e Von Ihering. O Ministro-Presidente descerrou as placas no dia 22 de maio de 1962;
  • Organização dos fichários dos livros, por ordem alfabética de autores e de assuntos; e das leis, decretos-leis, decretos legislativos e executivos, por ordem numérica e de assunto. Etiquetagem nos dorsos dos livros para facilitar a organização nas estantes;
  • Publicação, em 15 de novembro de 1962, no Correio Braziliense, de uma crônica de autoria de Yvonne Jean sobre a Biblioteca do STF, transcrita, em parte, no Boletim da Biblioteca, Ano I, n. 5, dezembro de 1962. A jornalista descreve assim a Biblioteca:

[...] As estantes são numeradas. Além do mais, cada uma traz o nome de um jurista que escreveu livros sobre sua especialidade que constam, entre os outros, da estante que o homenageia. São 168 estantes. O fichário, de manuseio muito fácil, comporta fichas por nome de autor, outras por matéria, além de uma terceira classificação das leis por número e assunto. É portanto, muito fácil a qualquer leigo encontrar o texto que o interessa , e, em seguida, a estante e a localização exata do livro que o contém. A biblioteca é franqueada a qualquer pessoa que dela precisa. Insisto, antes de mais nada, sobre este ponto, pois é importante para os professores, jornalistas, escritores, historiadores, estudantes, e, evidentemente, advogados e juízes, já que se trata de uma biblioteca especializada em jurisprudência. [...] Mas, voltemos aos 21.000 volumes e à equipe que deles cuida com ternura e está, ao mesmo tempo, à disposição do público especializado e de todos os estudiosos à cata de informações definidas. Realmente, o ambiente é de biblioteca – calma, conforto, meios de encontrar fácil e rapidamente qualquer obra – a maioria dos livros é bem encadernada. Os bichos não sobrevivem no ambiente refrigerado. [...].

Quanto ao serviço de encadernação, a jornalista comenta:

[...] Falando em encadernação, surgiu, em Brasília, um problema. O hábito tradicional de encadernar, imediatamente, cada livro, adquirido ou recebido, não está sendo seguido pela biblioteca, devido a inexistência de um encadernador de classe, e, aliás, de qualquer encadernador, em Brasília. [...].

Fonte: BOLETIM DA BIBLIOTECA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, ano I, nº 1, abr. 1962, p. 1-9.

 
       
 

1963

     

 
  • Publicação, no Boletim da Biblioteca Ano II, nº 7, de maio de 1963, do artigo de autoria de Eduardo de Drummond Alves, intitulado: A biblioteca do Supremo vista em duas décadas. Assim o autor descreveu a Biblioteca do STF, ainda localizada no Rio de Janeiro, antes da transferência da capital para Brasília:

[...] Tenho saudades do ambiente, por ele preparado: um salão comprido, como comprida era a mesa, que ocupava todo o centro, atapetado de vermelho, onde eram amortecidas as passadas dos que por ela transitavam, cadeiras de palhinha com longos espaldares e braços de madeira trabalhada, um letreiro com sugestiva palavra “Silêncio”. De praxe, ia-se à sala contígua, consultava-se o fichário e ia-se sentar, depois de escolhida a obra, numa daquelas confortáveis cadeiras, até que o contínuo trazia às mãos o livro desejado; e, aí, no ambiente de calma, convidativo, dava-se o mergulho na leitura, até que a luz do dia sombreasse as letras do livro, no cair da tarde. [...].

Adiante o autor fala sobre a atuação da biblioteca:

[...] De duas décadas que atravessei como freqüentador desta querida Biblioteca [...] observei que ela atravessou duas fases distintas: uma, dinâmica; outra, estática. A dinâmica foi quando esteve sob a orientação do Dr. FRANCISCO DE PAULA COUTO DE OLIVEIRA [...] A fase estática começou quando o referido Diretor dela se afastou, em virtude de falecimento. [...] Houve época, nessa fase estática, que o funcionário dela encarregado proibiu a saída, por empréstimo, de qualquer obra, a não ser a pedido de Ministro, ou funcionário da Secretaria. [...].

  • Doação, pela American Bar Association, de 364 volumes, referentes aos anos de 1754 a 1960, da coleção United States Reports. Além desses volumes, foram incorporados ao acervo da Biblioteca outros 1.395;
  • O acervo conta com 22.800 volumes. A Biblioteca do STF foi considerada a biblioteca jurídica mais importante da capital da República e a terceira do País, só ultrapassada pelas da Faculdades do Recife e de São Paulo.

Fonte: BOLETIM DA BIBLIOTECA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, ano II, nº 7, maio 1963, p. 5-6.

 
       
       

1965

 

 

  • Foram realizadas três cerimônias de homenagem presididas pelo Ministro-Presidente Ribeiro da Costa: os centenários dos Ministros Pires e AlbuquerqueEpitacio Pessôa, quando foram inauguradas placas com os respectivos nomes, e aposição de quadro com a cópia, em pergaminho, da Emenda Regimental que prorrogou o mandato presidencial do Ministro Ribeiro da Costa até o término de sua judicatura;
  • Criação da Comissão de Documentação,  em 27 de maio de 1965, pela segunda Emenda Regimental no artigo 309-B.
 
       
       
1966
 

 

 

  • Discurso de Daniel Aarão Reis, Chefe de Divisão da Biblioteca, por ocasião de sua despedida, quando se aposentou (p. 162-165) [sys 2264]. 
 
       
       
1967  
  • A Secretaria de Biblioteca tem duas Seções: a Seção de Fichamento e Legislação e a Seção de Referência;
  •  A Biblioteca está encarregada de recolher a documentação referente aos Ministros e conta com a assinatura do Lux Jornal, oferecida pelo Gabinete da Presidência para essa atividade; 
  • Criação das seguintes subdivisões do acervo: História, Geografia, Ciências, Legislação Estadual, Referência e Obras Raras. Média mensal de consultas entre 300 a 350, o que perfaz um total de 3.000 a 3.500 consultas, no ano.
 
       
       
1968  
  • O Serviço de Biblioteca dividiu-se em duas Seções: a Seção de Bibliografia, Documentação e Legislação e a Seção de Catalogação, Classificação e Comunicações;
  • Criação e organização das seguintes subdivisões do acervo: Referência, Obras Raras, Organização e Administração, Psicologia, Ciências em Geral, Geografia e Religião e Direito Canônico;
  • Ampliação das seguintes subdivisões: Economia Política, Ciência das Finanças, Direito Tributário, Sociologia, Filosofia, Filosofia do Direito e História. Também, no campo da Medicina, foram adquiridos alguns tratados para atender aos interesses do Serviço Médico do Tribunal. Foram realizadas 3.081 consultas no ano.
 
       
1970
 

 

  • Publicada a Portaria 117, de 10 de novembro de 1970, com “Instruções para a Biblioteca”.

Fonte: PORTARIAS vol. 1969/1970. Brasília: STF, 1970. 1livro de tombo.

 
     

 

 
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