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Brasília, 19 de dezembro de 2018 - 04:23
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Exposição de 60 ilustrações de diversos tamanhos feitas apenas com canetas esferográficas coloridas. Cada obra retrata detalhes da cultura de diferentes cidades brasileiras e alguns de seus monumentos, como em um cartão-postal, porém desenhado.

Há também uma série de desenhos lúdicos, com personagens e cenas inusitadas do cotidiano, que levam não apenas ao sorriso mas também à percepção de que até mesmo objetos dos mais simples podem ganhar outras formas de serem vistos e de provocar reflexão. É, portanto, arte a ser apreciada por pessoas de todas as idades.

Alguns desenhos estão em grandes formatos, para que se percebam bem seus detalhes. Há os que foram feitos em poucos minutos e outros que levaram horas para serem concluídos.

As peças lúdicas surgiram em momentos de descontração do artista, quando uma ideia divertida lhe veio à mente e tudo o que tinha em mãos era uma caneta e um papel.

Ao usar apenas a tinta permanente das canetas, o artista sabe que corre riscos, pois os traços não podem ser apagados, corrigidos ou desfeitos. Isso, contudo, termina por propiciar o encontro perfeito entre liberdade criativa e técnica bem apurada, mostrando ao público que não há por que ter medo de se expressar e de se divertir caprichosamente com sombras e perspectivas.

Para aumentar o desafio, todos os desenhos foram feitos sem auxílio de régua ou corretivo.
Cada tinta colorida no papel é bem pensada e definitiva. Cada lampejo de criatividade se materializa com cuidado e paciência, o que torna a obra ainda mais primorosa.

A exposição convida o público a se divertir com uma arte diferente, que tem o poder de nos transportar para um mundo novo e particular de traços, cores e texturas.

O artista

Jailson Belfort nasceu em São Luís/MA e radicou-se em Brasília no ano de 1999. Começou a desenhar na infância, tendo como referência o apresentador de tevê e ilustrador Daniel Azulay. É formado em Design pela Universidade Federal do Maranhão – UFMA (1998). Trabalha com publicidade em agências de propaganda desde 1991, como arte-finalista, ilustrador e diretor de arte. Experiente na área de criação, projeto gráfico e diagramação de revistas e jornais, atua também na confecção de peças publicitárias, criação de logos e identidade visual. Foi autônomo por 5 anos, período em que desenvolveu projetos para uma carteira variada de clientes. Atualmente é designer gráfico no Supremo Tribunal federal (STF). Uma de suas maiores referências é o artista gráfico holandês Maurits Cornelis Escher.

Acesse o catálogo da exposição.

Abertura: 10 de julho de 2018


 

 

A história da criação de um órgão de cúpula do Poder Judiciário no Brasil remonta ao ano de 1808, data da vinda da família real portuguesa para o Brasil, ocasião em que o antigo Tribunal da Relação do Rio de Janeiro é transformado em Casa da Suplicação do Brasil, última instância judiciária do País, para onde os tribunais das províncias remetiam recursos e apelações.

Com a Independência, esse nome é alterado para Supremo Tribunal de Justiça, denominação que vigora de 1829 até o fim do período monárquico. E, uma vez proclamada a República, observa-se na recém-promulgada Constituição de 1891 nova mudança de nome, agora registrado como Supremo Tribunal Federal, designativo que prevalece até os dias atuais.

Em todo esse período, mais de dois séculos, a memória da instituição mantém-se preservada, entre outros registros, por meio de ilustrações e fotografias que a retratam nas suas mais diferentes épocas. O acervo a esse respeito guarda inúmeras imagens dos edifícios-sede em momentos significativos de sua história e com a arquitetura que lhe era típica. Do exterior de cada prédio, de cada fachada ou pórtico reproduzido, entrevemos o recorte de um tempo que a mão do desenhista ou o olho do fotógrafo não deixou de registrar.

Vistos de seu interior, temos desses grandes edifícios imagens de personagens que lhe ocuparam o espaço, sejam de ministros que neles desempenharam seu dever de ofício, sejam de outros, não menos protagonistas, que ali estiveram por liturgia em honrosas e memoráveis visitas. Não são poucos os quadros de bela representação retratados no ambiente do nosso Supremo Tribunal, quer nas antigas sedes do Rio, quer neste moderno palácio de Niemeyer.

Além dessas reproduções, há outras de guarda particular cedidas por servidores. Inscritas entre os períodos de 1960 a 2000, todas contribuem para evocar algum momento marcante à memória do Tribunal ou do País e constituem instantâneos não menos dignos de registro e apreciação.

Por sua importância memorialística, o Supremo Tribunal Federal apresenta ao público uma seleção de fotografias e imagens que retratam momentos históricos da instituição ao longo de sua secular existência. Esse acervo nos permite um mergulho no tempo que dá a conhecer o passado e toda a tradição através do qual a criamos e sobre a qual ainda temos muito por construir.

Acesse o catálogo da exposição.

Abertura: 19 de setembro de 2017


 

 

Waldomiro de Deus – ou das estrelas, nas palavras do músico Geraldo Vandré – tornou-se pintor famoso por retratar o cotidiano brasileiro em traços simples e cores marcantes. Nascido em 1944, na cidade baiana de Itagibá, Waldomiro ganharia o mundo como o maior representante da arte naïf brasileira.

Ainda garoto, um pau de arara o levou em direção à sua primeira parada: São Paulo. Na cidade grande, engraxava sapatos e rabiscava panfletos de rua. Em uma dessas, despertou a admiração de um italiano, que lhe deu emprego, abrigo, tintas e telas. Sua exposição inaugural foi ao ar livre, nas ruas do Viaduto do Chá. A partir daí, não parou mais.

As primeiras peças, em cartolina, foram logo arrematadas, e o dinheiro da compra serviu como combustível para produzir outras obras de arte. Com a ajuda do mecenas Terry Della Stuffa, Waldomiro atravessou o Oceano Atlântico e levou as cores do Brasil à Europa. Em Paris, já artista renomado, recebeu até mesmo um onírico beijo do mestre surrealista Salvador Dalí.

A arte de Waldomiro de Deus simplesmente não se prende a rótulos. Imprime todos os sentimentos, representando a religiosidade, a política e a cidadania do Brasil em matizes próprios, primitivistas. O folclore brasileiro também é tema de sua predileção.

Reconhecido internacionalmente como grande talento, tendo recebido vários prêmios ao longo de sua carreira, o artista nos brinda com alguns de seus quadros, que em conjunto constituem um apanhado de mais de meio século de sua frutífera e gloriosa trajetória no mundo das artes.

Acesse o catálogo da exposição.

Abertura: 13 de junho de 2017

 
  Gestor: SECRETARIA DE DOCUMENTAÇÃO Última atualização: 23/08/2018 19:21:14
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