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Brasília, 1 de novembro de 2014 - 01:50
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Americo Braziliense de Almeida Mello

           AMERICO BRAZILIENSE DE ALMEIDA MELLO, filho do Dr. Francisco Antônio de Almeida Mello e D. Felizarda Joaquina Pinto Mello, nasceu em 8 de agosto de 1833, na capital da província de São Paulo.

           Formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais na Faculdade de Direito da mesma capital, recebendo o grau de Bacharel, em 16 de novembro de 1855, e o de Doutor, em 8 de novembro de 1860.

           Encetou sua carreira de advogado na cidade de Sorocaba, onde em breve tempo se tornou chefe do Partido Liberal.

           Foi eleito Deputado à Assembléia Legislativa da província, sendo seu mandato renovado em diversas legislaturas, e à Assembléia-Geral Legislativa na 13ª legislatura (1867-1870).

           Em decreto de 12 de outubro de 1857, foi nomeado Juiz Municipal e de Órfãos do termo de Apiaí e anexos, na província de São Paulo.

           O Governo imperial aproveitou seus serviços na alta administração em duas províncias: Paraíba, em carta de 16 de junho de 1866, sendo exonerado conforme pediu, em decreto de 25 de setembro de 1867, por ter de tomar assento na Assembléia-Geral Legislativa; e Rio de Janeiro, nomeado em carta de 20 de fevereiro de 1868, sendo exonerado em decreto de 22 de julho de 1868, por ocasião da mudança da política com a substituição do Ministério Zacarias (Liberal) pelo do Visconde de Itaboraí (Conservador).

           Voltou a São Paulo, às lides do foro, doutrinando na Maçonaria, em prol da abolição da escravatura, e libertou todos os escravos que lhe couberam no inventário de seus sogros.

           Foi agraciado, por D. Pedro II, com o oficialato da Ordem da Rosa, em decreto de 14 de agosto de 1867.

           No  período  de  1870  a  1873, passou  a  residir  na  cidade  de  Campinas,  onde se tornou propagandista do regime republicano.

           Em portaria de 31 de dezembro de 1879, do Ministro do Império, foi nomeado Agente Auxiliar do Diretor do Arquivo Público do Império em São Paulo.

           Em 1880, foi eleito Vereador à Câmara Municipal de São Paulo, tendo sido seu nome sufragado em dois distritos, na eleição de Deputados Provinciais, em 1881.

           Em 1882, entrou em concurso para o magistério da Faculdade de Direito de São Paulo, onde, depois de brilhantes provas, foi nomeado Lente Substituto, em decreto de 11 de setembro desse ano.

           Proclamada a República, foi nomeado, em Decreto nº 29, de 3 de dezembro 1889, Vice-Presidente da Comissão encarregada de elaborar o projeto da Constituição.

           Nomeado Enviado Extraordinário e Ministro Plenipotenciário junto ao governo de Portugal, não aceitou a nomeação e, havendo sido exonerado de Lente da Faculdade, em decreto de 30 de dezembro de 1890, por efeito daquela nomeação, que não aceitou, foi declarada nula a exoneração, em decreto de 21 de março de 1891.

           Em carta de 25 de julho de 1890, recebeu de Prudente de Morais o convite para elaborar a Constituição do Estado.

           Eleito Presidente de São Paulo em 9 de junho de 1891, tomou posse a 11 e resignou esse alto cargo em 15 de dezembro seguinte, passando o governo ao Major Castelo Branco.

           No exercício desse cargo, procurou conciliar todos os homens, escolheu os capazes para o Congresso Nacional, a ninguém perseguiu e deixou o Tesouro Estadual farto de dinheiro.

           Nomeado Ministro dos Negócios da Fazenda, em decreto de 22 de maio de 1891, não aceitou a nomeação, que foi tornada sem efeito em decreto de 4 de julho seguinte.

           Em decreto de 15 de outubro de 1894, o Marechal Floriano Peixoto, reconhecendo os altos dotes, erudito saber e serviços prestados à República, nomeou Americo Braziliense de Almeida Mello Ministro do Supremo Tribunal Federal; tomou posse a 24 de novembro seguinte.

           Era casado com D. Marcelina Lopes Chaves, filha dos Barões de Santa Branca.

           Faleceu a 26 de março de 1896, na cidade do Rio de Janeiro, sendo sepultado no Cemitério de São João Batista.

 
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