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Brasília, 17 de dezembro de 2018 - 05:06
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Thomaz Antonio Maciel Monteiro (Barão de Itamaracá)

           THOMAZ ANTONIO MACIEL MONTEIRO, natural da capitania de Pernambuco, onde nasceu em 1780, era filho de Antônio Francisco Monteiro e de D. Joana Ferreira Maciel Gondim.

           Formou-se em Cânones pela Universidade de Coimbra, onde se matriculou em 1804, recebendo o grau de Bacharel em 1809.

           Em decreto de 13 de maio de 1811, foi nomeado Juiz de Fora da vila de Goiana, na comarca de Pernambuco, obtendo a nomeação de Provedor da Fazenda dos Defuntos e Ausentes, Resíduos e Capelas da mesma vila, em alvará de 5 de julho do referido ano de 1811.

           Foi nomeado Juiz de Fora da Paraíba, em decreto de 17 de dezembro de 1813, e Provedor da Fazenda dos Defuntos e Ausentes, Resíduos e Capelas, em alvará de 20 de novembro de 1817.

           Em alvará de 5 de outubro de 1818, expedido em vista da imediata resolução de 9 de junho anterior, tomada sobre consulta da Mesa do Desembargo do Paço, foi nomeado Procurador da Coroa e Fazenda da Junta de Fazenda da capitania da Paraíba, cumulativamente com o lugar de Juiz de Fora.

           Em decreto de 1819, foi nomeado Ouvidor da comarca do Sertão de Pernambuco, lugar criado em alvará de 15 de janeiro de 1810, e Provedor da Fazenda dos Defuntos e Ausentes, Resíduos e Capelas, em alvará de 7 de janeiro de 1820.

           Pela imediata resolução de 2 de janeiro de 1822, teve a mercê do predicamento do primeiro banco e beca honorária no lugar de Ouvidor que exercia.

           Em decreto de 6 de novembro de 1822, foi nomeado Desembargador da Relação de Pernambuco, dando por acabado o tempo de Ouvidor da comarca do Sertão.

           Passou a Desembargador Ordinário da Casa da Suplicação, com exercício na Relação de Pernambuco, em decreto de 18 de outubro de 1830; com a extinção da mesma Casa, ficou pertencendo àquela Relação, da qual foi Presidente por nomeação da Regência, em decreto de 7 de novembro de 1836.

           Em decreto de 16 de dezembro de 1842, foi nomeado Ministro do Supremo Tribunal de Justiça, na vaga proveniente do falecimento de Francisco Carneiro de Campos; tomou posse do cargo em 4 de abril de 1843 e foi aposentado por decreto de 20 de fevereiro de 1847.

           Foi Deputado à Assembléia Geral Legislativa pela província de Pernambuco na primeira legislatura (1826-1829) e, na qualidade de 2º Vice-Presidente, assumiu o governo da província em 14 de outubro de 1840.

           Maciel Monteiro foi agraciado com o hábito da Ordem de Cristo, em decreto de 3 de maio de 1819; o foro de Fidalgo Cavaleiro, em decreto de 4 de maio de 1829; o título do Conselho e comenda da aludida ordem, em decreto de 18 de julho de 1841; recebendo o título de Barão de Itamaracá, em decreto de 11 de setembro de 1843 e carta imperial de 22 de novembro do mesmo ano.

           O Conselheiro Barão de Itamaracá faleceu em Pernambuco, no dia 24 de novembro de 1847.
 

 

 
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