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Brasília, 13 de dezembro de 2019 - 08:35
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Manoel Machado Nunes

           MANOEL MACHADO NUNES, filho de Antonio Machado Nunes e D. Ana Rosa da Conceição, nasceu no Rio de Janeiro em 1799.

           Matriculou-se, em 1820, na Faculdade de Leis da Universidade de Coimbra; tendo completado o curso, recebeu o grau de Bacharel — carta de 9 de julho de 1825.

           Em aviso de 29 de dezembro de 1826, foi nomeado Ajudante nos Conselhos de Guerra para coadjuvar o Auditor.

           Foi nomeado Juiz de Fora da vila de Sabará, em decreto de 29 de setembro de 1828, e Provedor da Fazenda dos Defuntos e Ausentes, Resíduos e Capelas da mesma vila, em alvará de 10 do mês seguinte.

           Havendo sido extinto, pelo Código do Processo, o referido lugar de Juiz de Fora, resolveu a Regência, em decreto de 6 de agosto de 1833, nomear Machado Nunes para exercer o lugar de Juiz de Direito do Cível da comarca do Rio das Mortes, na província de Minas Gerais.

           Foi nomeado Desembargador da Relação do Maranhão, em decreto de 12 de janeiro de 1839, e da do Rio de Janeiro, em decreto de 8 de maio seguinte.

           Passou depois para o Tribunal do Comércio da Corte, instituído pela Lei nº 556, de 25 de junho de 1850, sendo nomeado Fiscal, em decreto de 28 de novembro de 1850, e Adjunto, em decreto de 22 de junho de 1855.

           Em decreto de 11 de setembro de 1861, foi nomeado Ministro do Supremo Tribunal de Justiça, na vaga proveniente da aposentadoria concedida a João José de Oliveira Junqueira. Tomou posse no cargo em 18 do mesmo mês.

           Manoel Machado Nunes foi Deputado à Assembléia-Geral Legislativa, pela província de Minas Gerais, na 5ª legislatura (1843-1844).

           O Governo imperial aproveitou seus serviços na administração superior de duas províncias, sendo Presidente de: S. Paulo, tomou posse em 11 de junho, governou até 6 de agosto de 1840; Minas Gerais, nomeado em 1º de abril de 1841, tomou posse a 7 de junho e governou até 16 de julho do mesmo ano.

           Foi agraciado, por D. Pedro II, com a comenda da Ordem de Cristo, em decreto de 11 de março de 1842; o foro de Fidalgo Cavaleiro, em decreto de 7 de maio de 1861; o título de Conselho, em decreto de 21 de outubro também de 1861; e o grau de dignitário da Ordem da Rosa, em decreto de 31 de outubro de 1873.

           O Conselheiro Manoel Machado Nunes faleceu no dia 11 de abril de 1876, na cidade do Rio de Janeiro, sendo sepultado no Cemitério da Ordem do Carmo.
 

 

 
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