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Brasília, 14 de dezembro de 2018 - 11:21
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João Baptista Gonçalves Campos (Visconde de Jari)

           JOÃO BAPTISTA GONÇALVES CAMPOS, filho do Capitão Faustino Gonçalves Campos e D. Josefa Joaquim Gonçalves Campos, nasceu em 10 de maio de 1814, no Sítio S. João, Aicaraú, capitania do Grão-Pará.

           Formou-se em Direito pela Faculdade de Olinda, onde recebeu o grau de Bacharel em 1840.

           Iniciou sua carreira na Magistratura com a nomeação de Juiz Municipal e de Órfãos da vila de Santarém, no Pará, sendo removido para idêntico cargo do termo da cidade de Belém, em decreto de 20 de dezembro de 1842.

           Havendo completado o quadriênio da lei, foi nomeado Juiz de Direito da comarca de Santarém, em decreto de 25 de março de 1846.

           Da referida comarca foi removido para a do Brejo, em decreto de 8 de fevereiro de 1852; Rio Formoso, em decreto de 16 de janeiro de 1854; Angra dos Reis, em decreto de 4 de setembro de 1857; e 1ª Vara Comercial da Corte, em decreto de 10 de dezembro de 1858.

           Em decreto de 2 de março de 1864, foi nomeado Desembargador da Relação de São Luís do Maranhão, onde exerceu o cargo de Procurador da Coroa, Soberania e Fazenda Nacional, por nomeação imperial, em decreto de 16 de outubro de 1870.

           Foi removido para a Relação da Corte, em decreto de 10 de julho de 1872. Em decreto de 6 de novembro de 1873, foi nomeado Presidente da Relação de Porto Alegre, onde entrou em exercício em 12 de fevereiro de 1874.

           Foi removido, a pedido, para a Relação da Corte, em decreto de 23 de outubro de 1875, aí exercendo o cargo de Procurador da Coroa, interinamente, em portaria de 28 de março de 1881, do Ministro da Justiça,. e, efetivamente, em decreto de 16 do mês seguinte.

           Pertenceu aos Tribunais do Comércio do Maranhão e da Corte, onde exerceu o cargo de Adjunto, por nomeação, respectivamente, em decretos de julho de 1869 e 23 de outubro de 1872.

           Foi Chefe de Polícia da província da Pará, por decreto de 22 de junho de 1855, sendo exonerado por ato de 4 de setembro de 1857.

           Em decreto de 26 de julho de 1876, foi nomeado Juiz Relator do Conselho Supremo Militar, em substituição de José Mattoso de Andrade Camara.

           Em decreto de 3 de novembro de 1883, foi nomeado Ministro do Supremo Tribunal de Justiça, preenchendo a vaga aberta com o falecimento de Antônio Simoens da Silva. Foi aposentado em decreto de 18 de maio de 1889.

           O Governo imperial aproveitou os serviços de Gonçalves Campos na alta administração da província de Alagoas, nomeando-o Presidente, em decreto de 5 de fevereiro de 1864, cargo de que tomou posse em 15 de dezembro do mesmo ano.

           Em recompensa dos serviços que prestou à Nação, D. Pedro II agraciou João Baptista Gonçalves Campos com o grau de Cavaleiro da Ordem de Cristo, o Oficialato da Ordem da Rosa, em decreto de 6 de setembro de 1866, e os títulos do Conselho, em decreto de 24 de janeiro de 1874, Barão de JarI, em decreto de 7 de maio de 1887, e Visconde com grandeza, em decreto de 18 de março de 1889.

           O Visconde de Jari faleceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 17 de maio de 1890, sendo sepultado no Cemitério de São João Batista.
 

 

 
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