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Brasília, 1 de dezembro de 2020 - 23:48
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PROCESSO

REFERENDO NA MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 6388

ORIGEM:   DF
RELATOR(A):   MIN. ROSA WEBER
REDATOR(A) PARA ACORDAO:  

REQTE.(S):   PARTIDO DA SOCIAL DEMOCRACIA BRASILEIRA
ADV.(A/S):   FLAVIO HENRIQUE COSTA PEREIRA
ADV.(A/S):   TICIANO FIGUEIREDO DE OLIVEIRA
ADV.(A/S):   PEDRO IVO RODRIGUES VELLOSO CORDEIRO
ADV.(A/S):   JORGE OCTAVIO LAVOCAT GALVAO
INTDO.(A/S):   PRESIDENTE DA REPÚBLICA
PROC.(A/S)(ES):   ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
ADV.(A/S):   BRUNO CAVALCANTI DE ARAUJO
ADV.(A/S):   TONY FERREIRA DE CARVALHO ISSAAC CHALITA
ADV.(A/S):   GUSTAVO GUILHERME BEZERRA KANFFER

PAUTA TEMÁTICA

PAUTA:   P.15   DIREITOS FUNDAMENTAIS
TEMA:   DIREITO À PRIVACIDADE  
SUB-TEMA:   SIGILO DE DADOS E DAS COMUNICAÇÕES TELEFÔNICAS

OUTRAS INFORMAÇÕES

Processo Julgado  
Data agendada:  07/05/2020  

TEMA DO PROCESSO

  1. Tema
    1. 1. Trata-se de ação direta de constitucionalidade, com pedido de medida cautelar, em face da Medida Provisória nº 954/2020, que "dispõe sobre o compartilhamento de dados por empresas de telecomunicações prestadoras de Serviço Telefônico Fixo Comutado e de Serviço Móvel Pessoal com a Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, para fins de suporte à produção estatística oficial durante a situação de emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do coronavírus (covid-19), de que trata a Lei nº 1.979, de 6 de fevereiro de 2020".

    2. O Partido da Social Democracia Brasileira/PSDB alega ofensa ao artigo 5º, incisos X e XII, da Constituição Federal. Sustenta, em síntese, que: a)"embora a lei pretenda garantir o sigilo desses dados, conforme art. 3º, inciso I da medida provisória, é certo que tal pretensão é inadmissível, pois o sigilo já está ferido a partir da transferência dos dados das empresas de telefonia para o IBGE"; b) não é afirmado "que o objetivo do Governo é obter os dados para uso pessoal, mas sim que a concentração dessa informação, de forma inexistente no país, terá como consequência a possibilidade de uso privilegiado para todos aqueles que obtiverem acesso a esse banco de dados exclusivo"; c) "a justificação da medida não é razoável ante a derrogação dos direitos fundamentais sub-rogados com a medida provisória", assim, "é a própria lei que revela o escopo de atuação, que se dará, exclusivamente, para fins de produção de estatística oficial, com o objetivo de realizar entrevistas em caráter não presencial"; e d) "nenhum elemento de urgência, a justificar a produção estatística do IBGE no período de calamidade pública, consta do texto", desse modo, "restringe-se à finalidade genérica, não evidenciando a necessidade e a proporcionalidade em afrontar o direito individual à intimidade e privacidade".

    3. A ministra relatora, "a fim de prevenir danos irreparáveis à intimidade e ao sigilo da vida privada de mais de uma centena de milhão de usuários dos serviços de telefonia fixa e móvel, com o caráter precário próprio aos juízos perfunctórios e sem prejuízo de exame mais aprofundado quando do julgamento do mérito", deferiu "a medida cautelar requerida, ad referendum do Plenário desta Suprema Corte, para suspender a eficácia da Medida Provisória n. 954/2020, determinando, em consequência, que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE se abstenha de requerer a disponibilização dos dados objeto da referida medida provisória e, caso já o tenha feito, que suste tal pedido, com imediata comunicação à(s) operadora(s) de telefonia".

  2. Tese
    DIREITOS FUNDAMENTAIS. COMPARTILHAMENTO DE DADOS POR EMPRESAS DE TELECOMUNICAÇÕES PRESTADORAS DE SERVIÇO TELEFÔNICO COM A FUNDAÇÃO INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA - IBGE. SUPORTE À PRODUÇÃO ESTATÍSTICA OFICIAL DURANTE SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA DE SAÚDE PÚBLICA DE IMPORTÂNCIA INTERNACIONAL DECORRENTE DO CORONAVIRUS - COVID 19. ALEGADA VIOLAÇÃO À INVIOLABILIDADE DA INTIMIDADE, DA VIDA PRIVADA, DA HONRA DAS PESSOAS E AO SIGILO DOS DADOS. MEDIDA PROVISÓRIA Nº 954/2020. CF/88, ARTS. 5º, X E XII.

    Saber se medida provisória impugnada viola as regras constitucionais da inviolabilidade da intimidade, da vida privada, da honra e da imagem das pessoas e do sigilo dos dados.

  3. Voto do Relator
    RW - referenda a medida cautelar deferida

  4. Informações
    Em sessão do dia 06/05/2020, após o voto da relatora, o julgamento foi suspenso.




                           Decisão: O Tribunal, por maioria, referendou a medida cautelar deferida para suspender a eficácia da Medida Provisória nº 954/2020, nos termos dos votos proferidos, vencido o Ministro Marco Aurélio. Presidência do Ministro Dias Toffoli. Plenário, 07.05.2020 (Sessão realizada inteiramente por videoconferência - Resolução 672/2020/STF).








                     Decisão: Após o voto da Ministra Rosa Weber (Relatora), que referendava a concessão da medida cautelar requerida, o julgamento foi suspenso. Falou, pelo interessado, o Ministro José Levi Mello do Amaral Júnior, Advogado-Geral da União. Ausente, justificadamente, o Ministro Roberto Barroso. Presidência do Ministro Dias Toffoli. Plenário, 06.05.2020 (Sessão realizada inteiramente por videoconferência - Resolução 672/2020/STF).





 
 
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